Comrades 2017

Cracrá na Comrades 2017…

…quando tudo saiu do controle

 

Mais um ciclo anual estava se fechando, domingo dia 04 de junho, começaria minha quarta participação na rainha de todas as ultramaratonas, a Comrades Marathon na África do Sul, minha segunda UpRun, 87 km rumo a Pietermaritzburg, mais de 1600 metros de altimetria acumulada. Como nos anos anteriores, peguei o voo da quinta-feira em São Paulo com Durban como destino final, só que esta jornada havia começado muito antes, desde quando o nosso embaixador Nato Amaral, meu amigo e irmão, despertou em mim o desejo de buscar o tão almejado green number, que é alcançado ao concluir por 10 vezes a prova e com isso ter seu número de corrida, no meu caso o 18978, eternizado na história da Comrades.

Tudo fluiu da melhor maneira possível, inscrição feita logo no início do período e a manutenção do patrocínio da Grau Técnico, fundamental para custear mais uma vez este desafio, sem eles não seria possível continuar, por isso, logo aqui deixo meus sinceros agradecimentos a diretoria da Grau Técnico encabeçada pelo seu presidente Ruy Maurício, Ruyzinho para nós da família, um cara com uma visão empresarial fantástica e que abraçou o projeto Vamo Simbora desde 2015, projeto este que surgiu principalmente por conta dos vídeos feitos nas Comrades http://www.vamosimbora.com.br e que passarei a tocar profissionalmente com exclusividade após o meu retorno.

Tinha por objetivo este ano fazer o meu melhor tempo entre as quatro edições e para isso treinei com muito afinco, até um pequeno susto, que foi o meu acidente de moto com fraturas e cirurgias e que me deixou de molho por 40 dias, não diminuiu a minha vontade e o meu volume total de treinos, finalizados com 2800 km. Rodagem esta realizada juntamente com meus amigos da Acorja e em particular, gostaria de mencionar meu grande companheiro de treinos o nosso Zambeta, Hélder Andrade. O cara não mediu esforços e me acompanhou em todos os treinos, o que eu propunha ele aceitava e lá estávamos nós, a Zamba o meu muitíssimo obrigado. Estava no ponto, “fininho” como escutei algumas vezes, treinando exatamente com o meu propósito, a ALEGRIA e o PRAZER em correr, havia um clima de harmonia no ar com apoio de todos, mulher, filhos, família e amigos.

O nosso grupo da Comrades no WhatsApp, criado pelo grande Leandro Carvalho em 2015, era só alegria e ansiedade, principalmente dos novatos, uma curtição. Destas brincadeiras surgiu a CráContagem regressiva, onde diariamente, com o tradicional bom dia, informava quanto tempo faltava para a prova. Depois veio, o que para mim foi a grande ferramenta motivacional no grupo, a CráHomenagem, no qual, sempre com algum significado no dia, fazia homenagens a um ou mais Comradeiros. Eu pesquisava um pouco sobre a história de cada um e com isso fui os conhecendo mais profundamente e as compartilhava através das historinhas nas CráHomenagens, foi muito gratificante e tomou uma dimensão fantástica, recebi depoimentos emocionantes dos, até então, amigos virtuais pois a grande maioria eu ainda não os tinha conhecido pessoalmente. A expectativa de conhecer cada uma daquelas pessoas aumentava a cada dia, pois havia uma sintonia entre todos, era como se nos conhecêssemos a anos, e finalmente chegou a hora do embarque.

A maior parte dos brasileiros viajou na quarta-feira, foi uma festa em Guarulhos e todo mundo perguntando por Cracrá, havia ficado famoso, kkkkkkkk. Fui na quinta-feira, como falei anteriormente. Depois da chegada na sexta por volta das 12h, deixar as malas no hotel e rumar para a feira da corrida para pegar o kit, e desta vez o nome Cracrá estava estampado no meu número de peito, muito legal. Neste mesmo dia tivemos a palestra com o campeoníssimo Bruce Fordyce e tendo nosso embaixador Nato Amaral como intérprete, festa total dos brasileiros, diga-se de passagem, a maior delegação brasileira na Comrades em toda a história. A noite o tradicional jantar no Ushaka Mariner com direito a muitas fotos, filmagens, canto do Shosholoza e muita CráHidratação, mas isto é assunto para outro post. No sábado mais uma vez o encontro de brasileiros, jantar de massas pré corrida e dormir cedo para o grande dia, até aqui tudo perfeito.

O difícil é dormir numa véspera de ultramaratona, principalmente de uma Comrades, mas deu certo. O despertador tocou às 3h. Durante a madrugada a temperatura caiu muito e terminei acordando com bastante calafrio, um sintoma estranho mas achei normal já que sou um pouco friorento. Café da manhã seguindo as regras, nada de inventar e comer muito, aliás esta regra segui desde o início, não fiz nada de diferente do que já vinha fazendo, principalmente para encarar os 87 km nas estradas da África do Sul. Como meu hotel ficava exatamente na frente da largada não precisei me preocupar com o deslocamento, já estava ali. Às 5h eu entrei na minha baia de largada e a magia da Comrades prevaleceu, vamos a corrida.

Chegara a hora que tanto esperávamos, um mar de corredores de várias partes do mundo preenchia os espaços dentro das baias de largada, a minha era a H, mas internamente você vai caminhando e no momento da largada já estávamos bem mais na frente. No meio desta multidão ainda encontrei o Rafael Belém, fazendo a sua estreia e o Marcello Lauer na sua sétima Comrades, amigos “brazucas”. Foram longos trinta minutos até o tiro do canhão que caracteriza o “liguem seus cronómetros”, já que na Comrades não existe tempo bruto e líquido, você tem 12 horas para completa-la e pronto. Só que antes disto ouvimos a tradicional sequência de músicas que tanto nos emocionam, começando pelo hino nacional da África do Sul, belíssimo por sinal, seguido pelo tradicional Shosholoza cantado em coro por todos os corredores e plateia presentes, depois a famosa Chariots of Fire, na sua versão original do Grego Evángelos Papathanassíu, o Vangelis, e finalmente o canto do galo, inventado por Max Trimborn e que desde 1933 precede o tiro do canhão. Buuuuuuummmmmmmm, começou.

Levei um pouco mais de cinco minutos para passar pelo pórtico de largada e efetivamente começar a correr, isto não atrapalha muito o planejamento, como a distância é muito longa dá para recuperar durante o caminho. Já nos primeiros quilômetros comecei a encontrar com muitos brasileiros e fui gravando as tomadas para o Vamo Simbora 8, já em fase de edição. Tudo sob controle, estava mantendo um ritmo bastante confortável e dentro do planejado, a temperatura também ajudava, não estava muito frio no início e mesmo quando o sol apareceu não foi tão forte, uma brisa refrescante chegava a todo o momento. Fechei os primeiros 10 km com 1h14’ e fui mantendo. Estava me divertindo bastante, interagindo com a população, mas focado na corrida. De vez em quando encontrava outro brasileiro e continuava filmando e fotografando, alguns estrangeiros puxavam assunto quando me viam em ação, acho que era para aparecer também no Vamo Simbora 8, kkkkkkk.

Mais ou menos pelo quilômetro 30, comecei a sentir um desconforto estomacal, um embrulho que se transformou em ânsia de vômito, mas que não se consumou. Mesmo com uma sensação ruim eu consegui manter o ritmo e prossegui firme com a minha corrida. Tentei me distrair para aliviar um pouco a agonia, mas infelizmente só fazia piorar. Um pouco depois do quilômetro 40, fui alcançado pelo esquadrão Acorjeano, com Déa, Flávio e o nosso Coronel Israel, que vinha acompanhando eles. Ainda corremos juntos por algum tempo, mas o “bicho pegou”, de uma sensação de náuseas passei a ter também, somado a ela, uma sensação de fraqueza ao ponto de pedir a Israel, que naquele ponto já tinha decidido ficar comigo me acompanhando, para sentar um pouco, mesmo que fosse por dois minutinhos, era na altura do quilômetro 46. Comecei a ficar preocupado e a possibilidade de não completar a prova me passou pela primeira vez pela cabeça, era desesperador. Seguimos adiante, mas a fraqueza só fazia aumentar até para caminhar estava difícil. Na descida de Inchanga, talvez o pior momento, tentei novamente vomitar, mas como das outras vezes, nada. Uma família que estava próxima assistindo a corrida nos deu uma garrafa de água gelada, e bote gelada nisso, e que pedi para Israel derramar sobre mim. Com o “choque térmico” eu acordei novamente, peguei no tranco e voltamos a correr, por um momento pensei que aquele drama havia terminado, doce ilusão, não durou muito tempo e a fraqueza voltou. Passamos pelo orfanato Ethembeni e eu não tinha cabeça para cumprimentar aquelas crianças que tão calorosamente nos estendem as mãozinhas para o “chega batendo”. Parei uma vez mais, marquei cinco minutos, deitei no chão e Israel levantou um pouco as minhas pernas, o conflito entre o parar ou não parar me atormentava o juízo. Dalí adiante foram os três quilômetros mais complicados na minha carreira de corredor, não pelo desgaste físico, mas pela certeza de que eu não conseguiria terminar desta vez. A cada placa de quilometragem refazia os cálculos e cada vez estava pior. Na placa de 33 quilômetros, lá a marcação é regressiva, tomei a decisão mais difícil da minha vida, pensando na minha saúde, na minha mulher e nos nossos filhos e principalmente pelo meu propósito de corrida que é correr por prazer, decidi encerrar a minha participação nesta edição da Comrades, foi um momento de muita emoção, mas tinha que ser assim, mandei Israel prosseguir sozinho, pois correria o risco dele se prejudicar e não completar também, a ele meu eterno agradecimento, ele que fez de tudo em termos de incentivo, mas a “bronca era mais pesada”, te amo meu irmão Israel. Me dirigi para o pessoal da organização e comuniquei que estava parando, eles perguntaram se eu precisava de algum atendimento médico e falei que não, só não conseguia mais correr. Entrei numa van chamada rescue bus e rumei para a chegada, o pior é que a van foi por vários quilômetros junto aos corredores, só para aumentar o sofrimento, até pegar uma saída para a via expressa e seguir para Pietermaritzburg.

Para os que me conhecem e sabem do meu envolvimento com a Comrades, dá para imaginar o sofrimento mental que eu estava passando naquele momento, tendo que abandonar a “MINHA” corrida. Pelo WhatsApp enviei um vídeo para os “Meus Amores”, minha mulher Tita e nossos filhos Nanda, Gui e Digo, comunicando-os o ocorrido e minha decisão. Difícil foi segurar o choro, e ainda é muito, principalmente quando as lembranças daqueles momentos voltam a mente. No caminho de volta troquei muitas mensagens com Tita, que foi a minha fortaleza me apoiando e me dando forças o tempo todo. Também pelo WhatsApp mandei mensagens para todos aqueles que de uma forma ou de outra estavam lá comigo, na torcida e no pensamento. O que me conforta é saber que foi uma decisão acertada, pensar na saúde em primeiro lugar para poder voltar no ano que vem.

Recebi inúmeras mensagens de apoio e solidariedade, cada uma mais legal do que a outra, a sementinha do amor plantada durante todo este tempo florescia em abundância, me senti confortado. Cheguei na área reservada aos atletas internacionais e recebi calorosos abraços e, não poderia deixar que a tristeza me abatesse, tinha muito que celebrar com os amigos que obtiveram êxito, muitos deles porque Cracrá havia sido a inspiração para que eles estivessem ali estreando ou tendo forças para retornar para o Back to Back, por terem assistido os Vamo Simbora ou mesmo por uma frase, palavra ou gesto que transmiti para eles de alguma maneira. Sim, eu estava feliz, pude comemorar e ter a honra de homenagear a nossa Zizi, no seu green number, que também é o meu objetivo. É certo que por vezes as lágrimas vieram e não foram poucas, mas eram de felicidade e de certeza de que eu retornaria.

Sim, retornarei em 2018, cada vez mais forte, cada vez com mais certeza de que alcançarei meus objetivos, cada vez com mais amor e mais alegria compartilhados com esta família de “malucos” que a Comrades me deu. Ano que vem Tita irá comigo, sentirá toda a emoção que passamos em cada momento desta aventura africana e, que por mais que tentemos expressar com palavras o que é, mesmo assim ainda não conseguimos, só estando lá, convivendo e curtindo tudo aquilo. No retorno em Guarulhos, mais um sinal divino do acerto da minha decisão, encontramos com o maior ultramaratonista do Brasil, Valmir Nunes, que nos falou que abandonou a Comrades 5 vezes para preservar a saúde, me parabenizou por isso.

Ainda teria muito mais para escrever, mas o texto já está enorme, kkkkkk. Por isso quero finalizar com um trecho de uma das homenagens mais lindas que recebi, homenagem esta de uma cara “Fodástico” e que tem um coração do tamanho do mundo, escreveu o texto no voo de volta de Durban para Johanesburgo, fez muita gente chorar de emoção, Nato que o diga, mais um irmão que ganhei na Comrades e, que apesar de só nos vermos anualmente, é como se convivêssemos diariamente, um cara que aprendi a amar simplesmente por ele ser o que é, Brunão, Bruno Curi, segue a trecho: “…o cara não é um cara, é O crára. O crára que não merecia a desagradável arapuca do organismo justo no dia da Comrades, mas que ainda assim foi altivo suficiente para resumir toda a dor em ‘adiei por um ano o green number’.”.

I’ll be back, go to green number. Shosholoza.

59 thoughts on “Comrades 2017”

  1. meu amigo Cracrá…durante a prova ficava pensando…cracrá ainda não me passou…cadê ele?? quando fui chegando próximo a chegada e tive a certeza de que completaria foi toda aquela emoção e etc. Já na área Internacional alguém me informou de que vc tinha optado por não continuar em um determinado ponto…fiquei tão triste que parecia que eu é que não tinha completado…lembro-me de que quando te encontrei..eu te ofereci humildemente minha medalha…pois…vc é muito mais merecedor do que eu…treinou muito mais…se dedicou muito mais…sonhamos juntos os longos meses de preparação..enfim..achei que vc merecia mais do que eu nosso troféu comradeano…enfim..em 2018 estaremos lá…eu, para o meu back to back..e vc mais 1 passo rumo ao Green Number. Fique com Deus..tamu junto sempre!!

    1. Grande Michell, a cada dia que passa tenho a certeza de que o que ocorreu naquele 04/06/17 era o que tinha que acontecer mesmo. Mais do que nunca estou fortalecido para irmos juntos buscar o Green Number. Forte abraço meu Querido Guarapari 🙂

  2. Não me contive e li de novo CráCrá, só para te dizer: “o passo que damos para trás e para pegar impulso para o novo desafio”. RunBorá… !!@@!!

    1. É uma honra para mim meu querido Quelônio. Um Xêro ENORME. Vamo Simbora.

  3. Cracrá, vc é uma pessoa que eu aprendi a admirar muito. E se eu fui pra Comrades, isso eu devo a vc, pois em um dos treinos que fizemos juntos vc me fez o convite, lembro até hj qd te falei: E vc acha que eu consigo enfrentar uma prova difícil dessa? Vc foi altivo em afirmar: sim, consegue, faça sua inscrição e vamo simbora… então, eu acreditei, pq vc tinha experiência em afirmar e confiei em vc. Sua confirmação veio assim que eu cruzei a linha de chegada na Comrades, com o tempo de 10:48:17, cheguei bem e vc estava no stand Internacional e foi o primeiro a me receber e parabenizar pela minha chegada, estava alegre e feliz pela minha vitória, pq vc é um Crára legal, humano e humilde, eu adoro vc e estarei, se Deus quiser, ano que vem no Back to Back correndo todos juntos. Valeu Cracrá, pela pessoa que vc é….👏👏👏👏👏

  4. Cracrá emocionei mto lendo seu relato. Sinto muito mesmo. Deve ser uma sensação bastante desagradável essa. Mas quando a gente luta e entrega nas mãos de Deus então só nos resta agradecer a ele pelo livramento, depois ele nos mostra o por quê! Tenho certeza que tu terás teu green number. Respeito demais a rainha das ultras e principalmente quem a encara com respeito e humildade como vc. Parabéns por respeitar seu corpo e a vontade de Deus! Gde abraço.

    1. Obrigado Marinês, tenho certeza que este episódio tem um propósito, seja para mim ou para outros amigos. Rumo ao green number com humildade e muito trabalho. Amém.

  5. Nobre amigo CráCrá… creio que posso chamá-lo assim!!! – Nos conhecemos muito antes de sua primeira participação na Comrades Marathon, no “Desafio correndo o Nordeste”, Equipe Relâmpago, lembras? – Pois então, li seu relato e não conseguir conter as “gotas de suor” que insistiam em sair dos olhos. Imagino o quão difícil foi a sua acertada decisão em adiar por um ano o seu “Green Number”. RunBorá em frente e nos vemos no caminho. !!@@!!

    1. Meu Querido Amigo Quelônio. lembro demais da equipe Relâmpago, meus primeiros passos nas ultramaratonas, nos veremos sim, estou prometendo visitar cada um dos meus amigos antes mesmo da Comrades 2018 e será um prazer estar aí com vocês. Forte abraço.

  6. Cracá, quando vi vc na janela da van, demorei pra entender o que vc estava fazendo ali dentro, não sabia o que dizer, como fazer… eu com sede do lado de fora, pensava em água, via você, acho que falei, o que vc está fazendo aí… pensei que fosse algo do tipo, agora ele está preparando o Vamo Simbora… tipo imprensa, demorei entender.
    Bom retorno, se cuide e saíba que esse desconforto muita gente sentiu, parece que teve alguma relação com a água, componentes, sei lá… acontece e lutemos no proximo ano,
    Shosholoza
    Lilika

  7. Cracra querido amigo. Você é um baita cara. Bola pra frente e não desanima. Estarei sempre torcendo por você! Decisão difícil. Precisa ter coragem. Você é o Crácara!!! Abração, fica bem.

    1. Obrigado Rô, Beijão e nos vemos em 2018, quer dizer, antes eu irei em Caxias do Sul visitar estes meus amigos daí 🙂

  8. Decisão difícil e corajosa.Deus sabe o que faz…Parabens Cracrá Rumo ao Green number.

  9. Cránhadinho (ficou esquisito pra cráramba😜), já dizia nossa amada Luluca, o que é ruim de passar é bom de contar… tua experiência serve de exemplo pra um bocado de gente! Vamos sempre em frente! Eu mesma te acho um doido de pedra, rs, vc é um baita guerreiro! Bjo grande!

  10. Papi, lamento pelo ocorrido mas me orgulho da sua força! Como disse, você adiou só mais um ano, um ano que não será nada comparado com todos os outros que virão! Temos que manter sempre a fé Deus e acreditar que tudo acontece por um propósito! Vamos nos preparar pra o próximo desafio e a próxima meta! Esse green number será seu!!! Estarei sempre em pensamento torcendo muito! Te amo!
    Juju

  11. Vamos lá Guerreiro!!
    Sucessos em 2018.
    Estaremos torcendo para você conseguir atingir a meta.

  12. 😢😢😢Vamossimbora Duquinha!!!!Bezo,baço.❤️Você é um vencedor!👏👏👏👏👏👏👏👏

  13. Lembro-me quando criaram a palavra “selfie” no ano de 2013 + ou -…dai em 2016 surge a “Cráhomenagem” a ” Cráhidratação” e… meu Querido CráAmigo! Lendo seu texto me vi no ano de 2015,as cenas e experiencias vividas por mim foram iguais as suas em 2017,difícil ,porém,sabia decisão de parar quando o corpo vai desligando “os disjuntores” antes de deligar ” a chave geral”.
    Estamos unidos pelo AMOR a corrida,a camaradagem e a Comrades!
    Um enorme abraço do seu CráAmigo Manoel Lima.

  14. Lembro-me quando criaram a palavra “selfie” no ano de 2013 + ou -…dai em 2016 surge a “Cráhomenagem” a ” Cráhidratação” e… meu Querido CráAmigo! Lendo seu texto me vi no ano de 2015,as cenas e experiencias vividas por mim foram iguais as suas em 2017,difícil ,porém,sabia decisão de parar quando o corpo vai desligando “os disjuntores” antes de deligar ” a chave geral”.
    Estamos unidos pelo AMOR a corrida,a camaradagem e a Comrades!
    Um enorme abraço do seu CráAmigo Manoel Lima.

  15. Meu amigo não lhe conheço pessoalmente,sou amigo de Déa mas acompanhei os dias de preparação, parabéns você é um guerreiro papai do céu sabe de tudo, grande abraço.

  16. Cracá eu não tenho tanto convívio contigo, mas posso te assegurar minha profunda admiração pela pessoa que és. Que tu Corres muito é incontestável, porém o que tu tens grande é uma humildade imensurável . Acompanhando no grupo e no you tube foi triste saber que você tinha tomado a decisão mais sábia sim, entretanto pesada e dolorida . Se eu já era fã agora sou mais ainda. Parabéns guerreiro !! Que você possa voltar e dessa vez com sua Tita e desfrutarem mais uma Conrades . Um grande abraço !

  17. Texto de chorar, parabens cracra, como alguém tinha falado antes, as vezes eh preciso um guerreiro se sacrificar para ficar de exemplo para os outros de ter a inteligência e serenidade de parar. Estaremos juntos em 2018 back2back, mas nos encontramos antes em recife. Forte abraço

  18. Que pena meu amigo. Mas os sábios costumam viver mais. Vida longa a você que sabe ser sábio como ninguém! Ano que vem tem mais!

  19. Quando vc se torna um exemplo para muitos, todas as suas decisões são observadas, nos momentos de sucesso ou não. A maturidade da sua decisão certamente ajudará muitos corredores em momentos semelhante. Muito inspirador. Parabéns meu brother.

  20. Cracá meu querido amigo, não consigo nem imaginar o quanto foi difícil sua decisão, pois sei que você ama a Comrades ainda mais do eu. Mas a decisão foi correta e só você para saber…. É nas adversidades que ficamos mais fortes e você voltará à Comrades e chegaremos ao green number juntos….lembra? 3 x 3. Na CráContagem regressiva só faltam 7.
    Quando vier para Sampa me comunique que faremos um treino juntos e as portas estão sempre abertas.
    Abraços

    1. Valeu Davizão, irei sim, um dos maiores presentes que a Comrades me deu foram estes amigos maravilhosos. Só faltam 7

    2. Cracrá, meu amigo, o texto está ótimo e por meio dele dar para sentir de perto o teu drama, mesmo pra quem estava na torcida bem distante da África do Sul! A decisão de parar no km 55 foi difícil de tomar, mas, por outro lado, foi bastante acertada! Texto super emocionante! Parabéns, meu querido! Grande abraço! Zé Pedro!

  21. Cracrá, tu és o cara!!! Às vezes é necessário um passo para trás para seguir à frente!!!! Só os grandes reconhecem isso. Parabéns pela tua trajetória. Em 2021 estaremos juntos, com certeza, para os 100 anos de COMRADES!!!! Um grande abraço meu e da Lú.

  22. Emocionante descrição. Você é demais Cracrá, admiro muito você. Parabéns pela decisão, reconhecer quando não estamos num bom dia, é extremamente importante. A cada detalhe, eu fiquei imaginando a sua dor. Mas bola pra frente e que venha 2018!

  23. Crá!!! Você é inspiração e exemplo para todos. Tenho certeza que em 2018 será incrível!!! Sucesso meu brother!!! Até amanhã!!!

  24. Absolutamente fantástico ou Cracrástico!!!Vc é nosso eterno campeao!!2018 estaremos juntos na rainha das corridas!!🙏🇿🇦🙏🇿🇦🏃🏻🏃🏻🇿🇦🇿🇦

    1. Obrigado meu padrinho das corridas, Cracrá só existe por sua causa. Te amo.

  25. Parabéns Crára! Decisão acertada e com ela saber que você não estava só. Em 2018 vamo💃simboraaa estará lá 👏👏👏👏👏 Abraço!

  26. Cracra vc é um cara espetacular, foi minha primeira Comrades e ter um cara tão carismático como vc na turma alivia um pouco a tensão dos 87 km. Parabéns pela sua decisão foi muito sábio e nos vemos ano que vem para meu Back tô Back.

    PS: Muito feliz por ter entrado para essa linda família comradeiro.

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